Dia 60 - Domingo da Alma


"Viajei na maionese"!!

Hoje ao acordar me dei conta da viagem que, novamente, fiz. Por que eu queira acreditar ou me iludir, de novo? Está cada vez mais difícil, pra mim, ser tolerante com minha tolerância.
Hoje li, numa revista, sobre a peça em cartaz no Rio de Janeiro "A alma imoral", escrita por um Rabino, do qual não me lembro o nome, mas, super resumida na reportagem, dizia que a alma sabe sobre o certo e o errado, o sano e o insano, a prudência e a imprudência, o que queremos e o que não queremos...que vivemos da transgressão dessas dualidades...a autora da reportagem fez um paralelo com uma situação bem femina e inesparada, a TPM.

Para mulher, que sente estes sintomas, este período é um momento da transgressão onde nos expressamos de forma "nua e crua", assim como a atriz da peça, que fica nua diante de seu público, e muitas vezes não nos compreendemos e nem somos compreendidas. Talvez seja um período "instintivo" no qual uma mulher age e se expressa como quer, sem pudores ou amenidades, resguardada pelo que lhe é mais natural e mais sagrado, sua feminilidade.

Neste período não há "viagem na maionese", há transgressão de seus próprios pensamentos que não admitem que ela diga a si mesma as "mentiras rotineiras".

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Desabafo...
Não permitirei isso - sua Alma grita.

E completa...

Uma Mulher de M maiúsculo não pode se enganar, não tem esse direito, pois o único que lhe dou é não menos do que o prazer, não menos do que o afeto, não menos do que o valor e não menos do que o amor, seu amor, amor por si mesma, amor pelo que lhe é mais sagrado, você.

Não fique neste domingo, lindo e ensolarado, pensando nas coisas que não fez, se dê a oportunidade, ninguém fará isso por vc, suas responsabilidades são suas, sempre foram e sempre serão, vc é responsável pelo que cativa, pela sua felicidade e não pode magoar ninguém, nem muito menos a si próprio, pois se fizer isso com vc, nada impedirá de fazê-lo com os outros.

Pare sua "viagem" e se permita dizer as coisas duras que tem que ouvir,
para se permitir a beleza das coisas que te cercam.

Eu sou tua voz, sou sua essência, sou o que lhe torna linda e humana,
sou o que te impede de perder o que tem de mais bonito, a oportunidade de ser feliz.

Estou nua diante de ti para lhe dizer, mais uma vez, que não precisas de nada, já tens o que precisas para levantarte deste computador e caminhar, para caminhar e apreciar a beleza que há por detrás daqueles muros e para entender que sem consciência não serás humana, o que lhe dói hoje te fortalece para o amanhã.

Permita-se,
seja corajosa e confiante,
seja honesta e tolerante somente contigo,
seja linda como és, não como lhe querem,
seja viva e não te apagues pelas luzes artificiais que te cercam.

Quem vive de ilusão não escreve sua história, pois não é autor, sempre será espectador de seus medos.

És muito melhor do que isso...ninguém pode te amar mais do que você.

Alma.

Comentários

elvira disse…
Lindo post, geo.Um grito da alma, que comove e emociona. Parabéns.