Dia 145 - Ciclos

Essa 'calma' que hora me domina e hora me abandona, não sei se a compreendo, se a aceito ou se a deixo ir embora.
Essa 'calma' para qual ainda não tenho nome, quem sabe 'serena', quem sabe...'não sei'...
Cheguei a um ponto que ter 'dilemas' não me impede de ir adiante, porém ainda me incomodam e torno-me inconstante.
Este mar que ouso navegar tem dias calmos e dias de tempestade e de tudo que vi, até agora, o mais bonito foi o horizonte que meus olhos não puderam alcançar...e não era sonho, nem distante, estava tão perto que podia tocar...
Os livros me dizem...mil e uma noites insistem em anunciar, mas sinto-me 'nua', sinto 'fome', numa humanidade crua e difícil de aceitar...aprendo em passos lentos e em minha cabeça só um pensamento...
Converso comigo todos os dias, noites, semanas...ouço aquela voz sempre e cada vez mais...meu sol do horizonte, não te posso mais ocultar, eu sei onde se escondes...
eu também sei quem te exilou neste lugar.

Gosto muito de um poema de Cecília Meireles, chamado "O quarto motivo da rosa", que finaliza assim:
"....por desfolhar-me é que não tenho fim." E dessa frase sempre faço questão de me recordar.
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