Dia 229 - (100)gracinha

E olhar o horizonte, só pra acordar.
E dormir sem sono, desesperar.
E andar descalço, sem preparar.
E sentir saudade, ao lado estar.
E voar baixinho, sem asas dá.
E cantar mudinho, deixa pra lá.
E comer rezando, pra que orar?
E rezar bem alto, pra que gritar?
E sentir preguiça, o que é que há?
E sentir cobiça, vem cá me dá!
E a revolta presa, se revoltará.
E correr gritando, não vai pegar.
E morrer chorando, sem novidade.
E viver sorrindo, é falsidade.
E olhar de novo, vão perceber.
E sentir seu gosto, pagar pra ter.
E pagar bem caro, já vai doer.
E não machucar, assim não dá.
Viver sem arriscar, só calcular.
1 + 1 é 2
Comer feijão com arroz, virou freguês.
Mas quando dois é um...
Só tem arroz.
Feijão entra no prato, mas só depois.
Eu quero um bifinho pra acompanhar.
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