Dia 337 - Intolerância

Resolvi explicar antes do post para evitar interpretações incorretas. Ultimamente isso tem ocorrido muito. Para todos os meus textos peço, humildemente, uma licença poética, pois escrever é inspiração, visão do cotidiano assim como sentimento, sensação. No caso deste post, de nome e significado tão fortes, nasce da minha revolta diante de muitas demonstrações de intolerância observadas atualmente, seja nos contatos pessoais, nas opiniões que escuto e também nas redes sociais. Fico boquiaberta com essa postura, que muitas vezes, não é admitida e nem observada por quem a pratica. Estamos achando natural o egoísmo, a grosseria, a indiferença, tanto que nos surpreendemos com mínimas gentilezas, palavras de afeto e a humildade de algumas pessoas. Longe de mim afirmar que nunca pratiquei intolerância, arrogância, egoísmo... Pois na cegueira de uma raiva, nas palavras mal expressadas, na própria omissão terminamos, muitas vezes, praticando o mal que condenamos. Todavia, não é meu desejo ser assim, a humanidade não deve ser desculpa para a negligência ou falta de atitude no aprimoramento moral, essa é minha opinião. Sendo assim, peço desculpas se alguma palavra deste Blog algum dia magoou alguém. Na verdade se algumas palavras sangram é porque sangramos também, se algumas palavras doem é porque somos cotidianamente abatidos, machucados por nós mesmos. Somos os causadores de nossas mazelas, infelizmente! Entretanto, somos também os responsáveis pelas mudanças. Não tenho pretensão de dizer "verdades" sobre outra pessoa senão a minha própria e que essas palavras me sirvam diariamente. Se elas ecoarem em corações que, como o meu, não aguentam mais tanta falta de amor, a postagem terá cumprido sua missão, a de propagar a necessidade de mudança urgente, a de tirar a roupa de inocente e vestir a roupa do homem ou da mulher que somos e, principalmente, a de nos somarmos aos responsáveis por uma mudança global que tem início primeiramente no íntimo de cada um de nós. Lamento ter que explicar tudo isso... Tenho certeza de que para a maioria são palavras desnecessárias, mas, atualmente parece que temos que nos desculpar antes de dizer tudo... 

Não fala! Não sou obrigado a te escutar.
Não se mexa! Não invada meu espaço.
Não se distraia! Você tem que trabalhar.
Não se iluda! Ninguém vai te ajudar.
Não me escuta? Eu vou falar...
Minha "verdade absoluta", "minhas razões", meu “eu” exemplar.
Vivo minha vida, sei de tudo, das pessoas, de todo lugar e... Não me mate!
De raiva! Não tenho que te suportar.
Acho que neste mundo, as coisas, as ruas, as pessoas tem que se organizar...
Para me incomodar o mínimo, eu não sou obrigado a aguentar.
Acho que neste mundo, o outro deve ficar onde está...
Pois se moro onde moro é para não me misturar.
Se tem bandido, me protejo, mas do outro lado também deixo as pessoas que não quero conversar.
Se acordo e dou "bom dia", pra que tanta euforia? Eu não vou te elogiar.
Se de mal humor levanto, por que tanto espanto?
Se coloque em seu lugar!
Você não tem outra função no mundo, além de me incomodar?
Eu, sinceramente, não te desculpo! Eu sou assim, não vou mudar!

Saia daí! (Não te suporto!)
Este é meu lugar!


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