Dia 75 - Casualidade ou matemática?

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Li essa semana uma notícia na WEB que dizia:
"Casal descobre ser amante um do outro na web e se divorcia"


Falava de duas pessoas que iniciaram um relacionamento virtual, através de um site de relacionamentos e se apaixonaram. Resolveram então marcar um encontro e se surpreenderam pois na verdade constataram que eram amantes de seu cônjuge e resolveram se separar.


A mágoa maior foi a de saber que eram traídos mutuamente, trocaram confidencias sobre seus problemas matrimoniais e acharam que tinham encontrado em outra pessoa a solução para seus problemas.


Achei muito interessante esta obra do destino, se assim posso dizer, não consegui acreditar que tudo tenha passado de um mero acaso.


É como olhar para um copo e dizer que ele está meio cheio ou meio vazio, tudo depende do ponto de vista.


Então pensei:
- Por que se separaram? Se estavam apaixonados..., seria um contrasenso da minha parte pensar que esta poderia ser a segunda chance do destino, que podem de fato ter nascido um para o outro. Quase que como um raio cair duas vezes no mesmo lugar. Qual a probabilidade disso acontecer?


Mas a outra coisa que mais me chamou a atenção foi o desabafo do marido traído:
"É difícil pensar que Sweetie (nome virtual da esposa), que escreveu coisas tão maravilhosas para mim, é na verdade a mesma mulher com quem me casei e que, por anos, não foi capaz de me dizer uma única palavra agradável".


Antagônico não?!


Ao terminar um relacionamento uma vez resolvi reler tudo que havia escrito para o meu ex e me surpreendi quando percebi que a mulher que escreveu tantas coisas lindas para ele, não era a mesma mulher que lia aquelas cartas, que naquela altura eu não era capaz de lhe dizer uma só palavra daquelas, não...eu não o odiava, mas com certeza, também não o estava amando.


O que é melhor então? Refugiar-se no mundo virtual, digo, em nossa Web interna.
Não dividir nossas aflições?
Não encarar os fatos?
Buscar quem me queira, sem antes dizer a quem não quero mais que acabou?


Nesta situação, caberia dizer que existe ganhador ou perdedor, se ambos praticaram a mesma ação e obtiveram o mesmo resultado?


Acho que acabei de encontrar um exemplo amoroso do "Equilíbrio de Nash".
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