Dia 372 - ...onde nascem as rosas...

Em silêncio, a muito tempo...
Quando o sol invade os campos do sul,
Ao norte cai a noite sobre seus pensamentos ...
Buscando em outras paragens o sentir, o prazer, contentamento...
A força, possui seu próprio Desejo,
Deixando-o acreditar que a consome...
Mas no secreto de si,
Um outro mundo.
Dá-lhe forma e firmamento...
Ao Desejo? Seu próprio veneno...
Transbordar em si mesmo.
Perde o espaço...
Perde o tempo...
Quando o Não se transforma em Sim!
Nasce, renasce... 
Implode tudo que só ela sabe...
Que só ela sente.
Um corpo que ao não sustentar a sua mente,
Casa seu prazer com as lágrimas...
Que rolam sobre a face, direto ao chão.
Em silêncio...
Apenas se vão.
Assim,  o que nunca aconteceu parte sem ter chegado.
Sente a dor de ter sido arrancado... 
Numa louca contradição.
Uma jornada,
Que parece não ter fim.
Feito promessa,
Velada...
No lugar onde nascem as rosas...
Mas, também seus espinhos...
De um corpo...
Que não encontra seu ninho.




Comentários

Elvira Carvalho disse…
Lindo poema Geo.
Abraço