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Dia 173 - Meravigliosa Creatura (Gianna Nannini)

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Tradução Maravilhosa criatura Atravessarei todos os mares e rios, Na tua terra me poderás reencontrar. Cavalgarei tornados e tempestades, Voarei por entre os relâmpagos, só para te ter.
 Maravilhosa criatura estás só no mundo, Maravilhoso temor de te ter a meu lado. Olhos cintilantes incendeiam-me o coração. Amo a vida, maravilhosa.
 Luz dos meus olhos, brilha em mim! Quero mil luas para te acariciar. Mergulho nos teus sonhos para te velar, Não despertes! Não despertes… ainda!
 Maravilhosa criatura estás só no mundo, Maravilhoso temor de te ter a meu lado. Olhos cintilantes tremem-me as palavras. Amo a vida, maravilhosa.
 Maravilhosa criatura um beijo lento, Maravilhoso temor de te ter a meu lado. Inesperadamente, imerges no paraíso. Morro de amor, maravilhoso. (Para ouvir a música clique no vídeo no início da página)

Dia 172 - A Queda

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Em minha vida tive muitas quedas, bicicleta, patins, maus passos, descuido, escorregões, tropeços...dezenas de motivos que me fizeram machucar o corpo, no entanto, lembro-me de todas da mesma forma, não houve uma única vez que não me levantei de imediato. É claro que não posso contar alguma que tenha perdido a consciência, de fato, não me recordo de ter perdido a consciência nesse tipo de queda. Outras quedas me tiraram a consciência, as de amor principalmente, as de decepção, as de desilusão...essas me tiraram o chão, exatamente o que eu precisava para me manter inteira. Ironia, já que o chão em quedas, digamos, físicas, também me causou um estrago enorme. Ontem caí, de bicicleta, fui fechada por um desatento em meio a ciclovia, rapidamente vi o chão outra vez de uma perspectiva não muito agradável. Todavia, levantei de impulso, senti na hora o impacto em meu braço direito e fiquei agradecida de ter sido somente um mal jeito. Estava cega pela raiva, não via ninguém ao meu lado e m...

Dia 171 - Your

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Deixa-me dizer Eu te amo Deixa-me ser quem sou Vento Promessa Barco a vela Sem rumo Deixa-me ser donzela Esperar por um grande amor Deixa-me ser fera Marcar-lhe o corpo sem dor Deixa-me ser viva Expressar o que corre em minhas veias Chegadas e Partidas Deixa-me ser mulher Forte, frágil, Grande como montanha Frágil como flor Deixa-me ser sua Amor que acende a lua Deixa-me ficar Não me peça para voltar Deixa-me sem pensar Não me arraste pelos espinhos Deixa-me ser caminho Não pise em mim com sua 'ignorância' Deixa-me ser má Deixa-me expressar minha natureza Hora produtiva e generosa, Hora rebelde e com rudeza Deixa-me ser rainha Seja meu consorte Prometo levar-te ao céu Prometo não levar-te a morte Deixa-me ser extremo Serei sua eterna companhia Deixa-me ser mar Prometo deixar-me navegar Prometo-te bonança Deixa-me ser gaivota Voar sobre teu céu Pousar em teu corpo a noite Guiar-te ao mundo de Morfeu Deixa-me ser Eu Conjugar-me e...

Dia 170 - Ilusión (Marisa Monte e Julieta Venega)

Uma vez eu tive uma ilusão E não soube o que fazer Não soube o que fazer Com ela Não soube o que fazer E ela se foi Porque eu a deixei Por que eu a deixei? Não sei Eu só sei que ela se foi Mi corazón desde entonces La llora diario No portão Por ella no supe que hacer y se me fue Porque la deje ¿Por que la deje? No sé Solo sé que se me fue Sei que tudo o que eu queria Deixei tudo o que eu queria Porque não me deixei tentar Vivê-la feliz É a ilusão de que volte O que me faça feliz Faça viver Por ella no supe que hacer Y se me fue Porque la deje ¿Por que la deje? No sé Solo sé que se me fue Sei que tudo o que eu queria Deixei tudo o que eu queria Porque não me deixei tentar Vivê-la feliz Sei que tudo o que eu queria Deixei tudo o que eu queria Porque no me dejo Tratar de ser la feliz Porque la deje ¿Por que la deje? No sé Solo sé que se me fue

Dia 169 - Outrem

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Já não escrevo 'romances'... Também não sou como antes, cortaram-me as asas... Perdi o som das palavras. Vivo de metáforas... Pensam que por um ato meu me conhecem... Mas sou outra a cada dia que amanhece. Sonho com um que me desconheça... Sonho com um amor 'livre', que não estranhe a expressão da Deusa mas que escolha sempre a mulher, que cresce em mim... Pois a minha maior riqueza está no meu 'levantar'... e não nos belos passos que me trouxeram até aqui.

Dia 168 - Meu Ano Novo

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Passei um mês pensando na mensagem de Ano Novo...resultado? São 20:55 do dia 30/12/08, penúltimo dia de 2008 e ainda não tenho essa mensagem... Cheguei a conclusão de que tenho de ir embora, vou pegar o ônibus, chegarei em casa, meu gato me espera, no sofá apenas lençois, os quartos com as portas fechadas, a árvore de Natal, que minha mãe demorou três horas para montar, apagada. Chego a conclusão de que não quero escrever uma mensagem agora, quero estar errada. Quero pensar que a casa não está vazia, que as portas não estão trancadas, que o gato corre feliz com suas bolinhas, que na geladeira tem mais do que água... Quero pensar que sentado ao sofá estão todas as pessoas queridas, que a mesa conversam animadamente minha mãe, minha avó, minhas tias... Que minhas afilhadas brincam e sorriem, que na janela está aquela pessoa especial que adora estar ao meu lado... Sobre minha cama estão minhas amigas, conversando todos os assuntos, dos mais animados aos mais 'tricotados...

Dia 167 - Meditação no presépio (Por Cecília Meireles)

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Quando São Francisco de Assis inventou o primeiro presépio, e falou das coisas do céu numa gruta, dizem que, ao ajoelhar-se, desceu-lhe aos braços estendidos um Menino todo de luz. O Santo Poeta colocara ali apenas umas poucas imagens: as da Sagrada Família, a do irmão jumento e a do irmão boi. O áspero cenário de pedra tinha a nudez franca da pobreza, a rispidez dos desertos do mundo, o recorte bravio dos lugares de sofrimento. Aí, o Menino de luz pode descer, porque ele vinha para ensinar caminhos difíceis, e restituir às coisas naturais da terra o sentido da sua presença na ordem universal. O amor humano é um perigoso jogo. Por amor, os homens foram construindo presépios ao longo do mundo, e já não lhes bastava a pedra desguarnecida: queriam recobri-la do ornamento da sua devoção. Trouxeram folhagens e flores, dispuseram frutos e pássaros, desceram o céu, num pálio de seda azul, colheram as estrelas, dos ramos que se alongam na noite. Caçaram a lua, no meio da sua viagem, e pescar...

Dia 166 - Crueza

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Somos espectadores numa terra de injustiça. Achamos que ela (a Terra) é injusta, mas somos os causadores da sua ferida. E ela grita! Somos os cegos, pensamos ser Reis...e aos Reis damos emprego e a Deus uma outra vez. Somos espectadores de nossa própria encenação...hora cínicos, hora dissimulados, hora hipócritas...hora vítimas do nosso fardo, somos autores, mas queremos ser coitados... Sentamos em círculo e pregamos a igualdade, mas queremos ser diferentes de todos da sociedade. Ser igual não satisfaz! Não vejo o abandonado. Não vejo o descamisado. Não vejo a senhora idosa que está do meu lado. Não vejo a criança vendendo miúdos por um trocado. Não vejo o soldado mal treinado. Não vejo o pai de família desempregado. Não vejo o roxo no rosto da dona que mora ao lado. Não vejo o corpo da menina violado. Não vejo o político corrupto que me devora e não é culpado. Não vejo a hora...pois meu relógio está atrasado. E a criança tem um sonho. Um coitado sente frio. Um médico...

Dia 165 - The other side

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O silêncio... As correias te levam para o fundo... E, no fundo, fez o melhor que podia... Olhas pra cima, procuras a luz do dia, mas colocam sobre ti a lápide gelada e se faz noite... A noite eterna que nos aguarda... Fitaste o céu em seu último momento e mal conseguiste suplicar em pensamento: Deus não me desampare!! Teus filhos com olhos marejados de saudade... E neste momento é cedo para partir e tarde demais para decidir voltar atrás, seja para fazer outras escolhas, viver outros amores, apreciar outros sabores...visitar outros lugares ou cumprir sua sina. Neste momento, pensamos compreender o que é viver...e o que o tempo representa para quem não sabe o seu significado. E como é difícil compreender! Mas talvez seja este o segredo... Nunca haverá, neste mundo, uma árvore que detenha todo o conhecimento. Nunca estaremos saciados... Nunca seremos completamente compreendidos... Nunca compreenderemos tudo... Teremos de escolher no escuro, acertar nos próprios erros e err...

Dia 164 - Um retalho de mim

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Nascerei de novo, na hora certa ou na hora errada, mas estarei lá, de pé, disposta, para o tudo ou nada. Arriscarei mais um vez, diante de caminhos mal traçados, escreverei histórias de encontros, desencontros e taças com vinhos inacabados, mas serei eu o tempo todo, não uma qualquer circunstância ou quadro mal pintado. Quando sufocada em lençol ou abafado o som das minhas ânsias, revoltar-me-ei contra a insignificância e rasgarei esta veste imaculada, queriam ou não a santa, prevalecerá o "escorpião". Talvez, nunca compreendam a minha natureza, podem pensar que ela não combina com a sala de estar, toda branca e bem arrumada, numa ordem muda e gelada. Talvez pensem que sou mais bela num quarto. Mas esta opinião não altera o meu valor. Já dizia aquela história do alfaiate que não possuía tecido para preparar as vestes do Rei vaidoso, tinha de sobreviver aquela situação, agradar ao rei ou perder a cabeça, mas o alfaiate tinha mais que tecidos, cortes, bordados...preparo...