Dia 110 - Diante do espelho



Refletia nesta manhã de domingo...


Quando você escolhe baseado em uma consequência há "o conforto da vítima". Alguém escolheu por você ou antes de você o que não lhe obriga a lidar com o primeiro passo, a iniciativa. Também lhe tira o direito de iniciar as primeiras linhas da história ou de finalizar o texto, o que não significa que não poderá continuar a escrever, contudo, terá de partir das linhas de outro, pois este teve 'a atitude'. Sendo assim, depois desta iniciativa, ou seja, ação, se não foi você quem a praticou, terá então de lidar com a reação, que nada mais é do que a consequência imediata da ação do outro (fisicamente comprovado).


Quem toma para si a escolha do "primeiro passo" (posso também dizer 'do passo') tem de ter, pelo menos, duas certezas:

- Que a escolha (iniciativa, atitude) é a melhor opção para si;

- ou que está pronto (ou disposto) a lidar com as consequências de sua atitude, principalmente, se estas não forem agradáveis.


Suponho então, que não há vítima, na história de quem escolhe dar 'o passo'.


Penso que, o que deve prevalecer é sempre a honestidade, começando consigo. Essa sim se tornará conforto, estará contigo quando a(s) consequência(s) tentar(em) lhe fazer se sentir um carrasco.


Não é fácil usar da verdade, nem admitir e escolher, mas reconhecer que tens capacidade para discernir e fazer de tudo um aprendizado é amadurecer.


Ninguém nos ensina a crescer, é processo de uma ou de muitas vidas, gradativo, mas constante baseado em nossas escolhas.


Sendo assim, melhor ser sincero, o que não significa que não pode vir a ser vítima de si mesmo e carrasco de outros e vice-versa, significa que se tiver atitudes baseadas em conclusões sinceras sobre si mesmo, se sentirá melhor, e tudo que fazemos que não nos agride e nem tem o intuito de agredir o outro (não quer dizer não contrariar a vontade de...) é como nadar a favor da corrente, nos leva pra frente, sem aquela sensação de que estamos 'remando contra a maré'.


Se estou 'certa' ou 'errada' pode ser relativo, são pensamentos meus, de uma manhã de domingo. Mas posso por experiência garantir, que essas 'atitudes' nos dão medo porque toda vez que admitimos algo não temos mais como negá-lo a nós mesmos e somos obrigados a lidar com isso e a fazer escolhas. Se você acha que a inércia lhe protege está enganado, ficar parado é escolha de quem não quer andar.

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