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Dia 196 - Série Tormentas: MEDO. O tempo que não volta mais.

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Perdemos mais pelo medo do que pelas escolhas. Sim, eu tenho medo. Todos temos medo, mas as vezes temos um medo maior de determinada coisa ou situação, algo que nos trava, que nos tira a alegria, que aumenta nossa ansiedade. Teremos medo a vida toda, até por uma questão de sobrevivência. Não posso sair por aí sem medo de absolutamente nada. Tenho medo do que irei dizer aqui pois tenho medo de vosso julgamento. Tenho medo de que as pessoas que citarei, mesmo que não use nomes, se identifiquem e fiquem chateadas comigo. Desculpe, tenho medo que isso aconteça mas preciso dizer. Não para redimir a minha culpa, consequente de escolhas erradas, mas porque preciso desabafar. Retirar de mim. Dar a cara a vida. Encarar. Entretando alerto, a quem queira assim julgar ou criar desafeto, que você também tem medo, de errar. O medo de errar começou quando eu quis acertar tudo. Queria ser, ao contrário dos exemplos a minha frente, diferente. Sim, porém melhor. Perfeita. Seria eu mais esperta, i...

Dia 195 - Série Tormentas: SOLIDÃO. Uma 'breve' história.

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Uma segunda-feira de sol, achava melhor vestir um jeans, uma blusa estampada de cores fortes e toques de rosa, quem sabe também seu dia não iria florir. Despediu-se dos seus como de costume. Como de costume entrou no elevador do prédio onde trabalhava e deu um 'Bom dia' sem muito sorrir, mas sempre educada. Pequena ela, apesar das primaveras passadas ainda aparentava menos idade do que realmente seu documento registrava. Chegou no consultório onde trabalhava como recepcionista e inicou suas atividades, nada anormal, a não ser por aquele buraco que crescia em si em silêncio mas latente, milhões de coisas em seus pensamentos, problemas, frustrações e desalentos, tudo era turvo, apesar do dia de sol a convidá-la a sair. Confirmou os horários com os pacientes, mas não se concentrou. Pensava que a pessoa que a cumprimentou no elevador não sabia de nada. Não sabia da sua vida, da sua dor e também pouco se incomodava. Era a vida dela não a sua que importava. Pensou que talvez sua filh...

Dia 194 - As TORMENTAS

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Pois por muito tempo fiquei calado diante do fato. Minhas tormentas levavam-me ao fundo e no fundo de mim perdia-me constantemente. Havia dias de céu claro e mar cintilante, havia dias de boa navegação e ilhas lindas, mas distantes. Havia dias de calor e dias de frio. Havia dias que me sentia demasiadamente sozinho. Minhas tormentas, maiores companheiras da minha depressão ciumenta, quando ela percebia que eu me aprontava para ir embora ou sair para distrair um pouco, prendia-me num desgosto na primeira palavra mal interpretada ou (MAL)dita... Ela é má, minha Tormenta. Passava muito tempo cutucando minha própria ferida. A pessoa que descrevi acima toma cosciência de sua própria pertubação, dá a ela nome, sobrenome e filiação. Penso que todos, por muitas vezes, ou pelo menos uma, passa por uma tormenta ou algumas. Mas estamos todos no mesmo barco, unidos pela condição e mesmo que negue a origem não poderá negar o que está diante dos olhos e nem o que vai ao coração. Eu sem...

Dia 193 - O tempo em seu lugar

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Não adianta eu dizer palavras que você não entenderá. Você vê somente o que quer enxergar. Tantas vezes palavras foram ditas que se banalizaram, hoje são como uma pessoa que deixa seu aroma ao passar, quando a percebemos ela não está mais naquele lugar. A saudade que sentimos é diferente, uma em cada mão, cada uma com seu motivo e sua (falta de) razão. E você me diz que é melhor se deixar levar, as vezes sim, mas sempre, quando não se sabe onde se quer chegar. Já ouvi escrito em muitos lugares que quem não tem porto atravessa muitos mares mas não conhece seu próprio cais. E mesmo eu que tento, a todo momento, ancorar em meus alentos, mesmo eu, ainda não encontrei o porto ‘distante’ e ‘perdido’ de onde zarpei. Quem sabe um dia, por amor ou ironia, nos encontremos novamente. Eu com o amor e você sem as correntes, que te acomodam onde está. No entanto, para dizer a verdade, eu também sinto saudade, mas ela não perdura sem um lugar que a alimente, e eu... não vou mais alimentar. Hoj...

Dia 192 - If God Will Send His Angels

Estive procurando templates para este Blog toda a semana, procurava algo que me retratasse, uma figura com a qual me identificasse, estive procurando por inspiração, procurando por minha reação... Estive conversando com algumas pessoas, mostrava-lhes os templates com flores lindas, gatinhos muito fofos, Papai Noel também, procurei pelo presente antes do Natal, encontrei flores mergulhadas em aquários, peixes e aves em muitos cenários, encontrei mulheres lindas desenhadas em perfeição, loiras, morenas, ruivas, pin-ups de inspirar uma canção, encontrei xícaras de café e cadernos, até uma colher, pessoas com seus notebooks em ação, encontrei desenhos animados, mas não encontrei minha emoção. Foi então que cansada e desanimada abri meus olhos diante de uma janela e eis que vejo através dela muitas outras cheias de luzes e sombras, cheias de vida e segredos, prédios, multidões, pessoas, sim, pessoas e seus corações. Decidi então! Sempre me fascinei em observar as pessoas, sentadas, ...

Dia 191 - ESTAMOS EM REFORMA!!

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Queridos Amigos, Nosso Blog está passando por reformas. Sendo assim, por uns dias estaremos desorganizados e com alguns itens faltantes, no entanto, é com muito carinho que estou arrumando esta casa. Renovar-se sempre é bom!!! Peço desculpas! Mas tenho certeza de que compreendem. Beijos e até a volta!! P.S.: Não é desculpa para acabar com o Blog... rsrs... pelo contrário...

Dia 190 - Ela

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Quando ela nasceu sua mãe emocionada contou cada dedinho para ter certeza de que era perfeita, de que não lhe faltava nada, deu-lhe um nome de significado, desejou-lhe as maiores felicidades e sorriu satisfeita, cheia de orgulho de sua obra mais perfeita. Porém, foi quando começou a compreender o que lhe diziam que sua mãe lhe disse o que tanto queria, desejava para ela tudo que nunca pode ter e que fosse suficiente para si, não dependesse de ninguém para sobreviver. A menina desde cedo então colocou-se a passos firmes nas instruções, sempre boa aluna, dedicada em suas tarefas, questionadora e observadora. Formou-se, começou a trabalhar, estudou no estrangeiro, todos os seus amores eram passageiros, ela tinha sempre algo a conquistar e aquele não era tempo de amar. Todavia, sempre que se colocava a pensar divagava nas suas emoções e cavalgava sob o luar, tinha também ilusões, desejos e muitas contradições que tentava da melhor maneira administrar. A menina cresceu, mulher forte, dete...

Dia 189 - Morto desempregado

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Todos os dias abro os jornais para minha leitura matinal, um jornal de pouca circulação e 'grau de importância' em comparação aos nacionais, porém, ele fala de pessoas ditas 'comuns', 'normais', pessoas que como eu e você saem pela manhã e passam por muitos terminais. Pedreiros, bombeiros, donas de casa, auxiliares gerais, comerciários, vendedores, ambulantes, vigilantes, policiais...pessoas que saem de casa todos os dias em busca de seus ideais ou com a difícil tarefa de cumprir suas tarefas habituais. No entanto, algumas pessoas voltam outras não voltarão nunca mais. Costumava criticar este tipo de notícias: "Empregada doméstica" morta pelo marido; ou "Estudante" estuprada e abandonada em matagal. Criticava as notícias que, para ganharem este status, transformavam um ser humano em um cargo, justamente na única hora de sua vida que sua profissão é o que menos importa. Não quero ver a notícia de nenhuma morte, porém, se esta é inevitáve...

Dia 188 - O que procuramos? Encontrar?!

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Onde está mesmo aquela blusa? Procurei por toda parte, lembro-me bem que continha flores de diversas cores, gostava dela, me acompanhou em momentos muito especiais, porém, em um momento que não me lembro eu a esqueci, em algum lugar guardei, doei ou, simplesmente, não sei. Todavia, pensei nela outro dia, aquela blusa, que maravilha! Gostava dela! E era com ela que queria me vestir hoje, mas, ela está não sei onde...ou em algum lugar que eu mesma a coloquei... Guardada, não esquecida, veio a tona suas cores em minha mente, seu toque em minha pele, suas mangas salientes, detalhes que a poucos dias não me faziam a menor diferença, nem se quer, fazia notar a sua falta ou a sua presença. É estranho como somos assim? Hora alegres, usando nossas melhores roupas, as mais coloridas, radiando cores e aromas e noutro momento, nos jogamos em algum lugar para fazer esquecer... Ou para não lembrar? Como seria fascinante simplesmente acordar e dar-se conta de que tudo não é como antes, porém melh...