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Dia 475 - Eternidad

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 Irei te amar E nossos corpos serão celestes E nossas vestes a terra e o mar E nossa casa será o Sol E sob tua Lua serei Irei marcar As tantas páginas de elegia E o retrato será o dia Que lhe sorri E fez chorar Irei levar Por toda vida os traços teus Da brisa leve do teu tocar E dos teus lábios o sal do mar Irei partir E eternamente irás surgir No horizonte da minha voz E no sussurro dizer-te-ei Houve um dia E eu te amei Escrito por GeoSRS Salar de Uyuni, Bolívia. Lago que se forma no verão sobre o deserto de sal.

Dia 474 - Com a palavra

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  A palavra é matéria O afago ou o açoite O dia ou a noite A esperança ou o desterro de quem a profere ou a encerra Uma força da natureza O pensamento em estudo ou, no impulso, Uma fada ou a fera O algo que pulsa E o poder de quem a liberta A voz sem o esboço A razão que nasce ou morre Aguardando compreensão No silêncio, A resposta ou a dúvida que Ecoa, sem permuta, uma vida Pois livre concretiza A alma da matéria... Toda palavra sê eterna! Proferida pelos lábios ou não... Que assim seja nascida e não somente parida de todo coração! GeoSRS

Dia 473 - Poema para todo Ser

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  Escrito por GeoSRS

Dia 472 - O poeta passarinho

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Por entre a chuva, que outrora podia pensar serem lágrimas, ouço um chamado que diz: - Bem-te-vi! Bem-te-vi! E na alegria deste encontro, quando um diz e o outro ouve, pronto! Secaram-se todas as lágrimas ali! E quanto mais deixava a chuva lavar as palavras, a mente se iluminava e em nome de Deus o pássaro bradava: - Bem-te-vi! Bem-te-vi! Agradecido chamado sob a chuva! Tanta sede é saciada por existir. Sede de água, de eco, de caminho, de destino, Sede de rio e de planta, sede de passarinho que canta... - Bem-te-vi! Bem-te-vi! Logo ali, num ser tão pequenino, o poder soa tão forte que nos faz ouvir, por entre chuvas, árvores e lágrimas... - Bem-te-vi! Bem-te-vi! Ao que outros respondem nas mais diferentes formas... Cada um tem sua hora... - Estou aqui! Estou aqui! Sob as bênçãos das águas que caem, que molham e correm, lavando a alma, matando a sede e a fome, dos que se esquecem que Deus está, sempre, a ver, a ouvir e a dizer... - Bem-te-vi! Bem-te-vi! Bem-te-vi! GeoSRS

Dia 471 - Prefaciar

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Prefaciar é como segurar um coração nas mãos, sentindo vida ao pulso de cada palavra do criador através de sua criatura (obra). E não há honra maior do que nos confiarem o próprio coração. E essa confiança me foi depositada por Armando Moreira . Pessoa, artista e escritor maravilhoso que muito admiro e respeito. Honrou e trouxe-me muita felicidade prefaciar sua obra, fruto de extenso estudo e dedicação, que será lançada hoje, 28 de agosto, na Ilha de Santa Maria no Arquipélago dos Açores/Portugal. Que seu livro AÇORES, O ENIGMA ultrapasse fronteiras, quebre barreiras, abra mentes, corações e caminhos! Muita Luz, Sucesso, hoje e sempre!

Dia 470 - Braços que abraçam

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Olho para os meus braços e sinto todos os abraços que nunca esqueci... Neste tamanho pequeno, num olhar doce e sereno, estendo-os aos que não conheci. Enquanto penso que cresço, descubro o preço do que não se compra... Me encontro criança e sinto esperança de ser outra vez; Como é que se abraça com braços pequenos?! Como é que sentem que sempre estamos ali?! Então vejo ao espelho e um ponto que brilha me diz: - Que estamos tão presos, mas, nunca tão livres como quando sentimos. E eu imagino, que os braços da alma nunca estarão limitados aqui... Que percorrem o cosmos e sentem e saem... Que estes braços que aquecem o peito e a vontade nunca me traem... Que estes que nascem do Amor que cultivo... Abraçam, acalmam e amam. GeoSRS

Dia 469 - Por Marina

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 Escrevo na areia De um tempo que só do agora eu sei Do que foi, Cicatrizes carrego e Perfume de flores que cultivei; Palavras, o tempo que atravessei... Quando penso que não vivi, Vivo a metade de tudo que penso. E da outra metade... Eu tento... Sentir... Nesta areia que sempre escrevo Diante de um mar, no seu ir e vir. GeoSRS

Dia 468 - Home

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 Abri as cortinas da lembrança Tudo estava lá O Sol e a Lua enamorados A meia-luz, a meia noite O ‘eterno’ que se tornara passado Sem me dar conta das horas Estava dentro, pensando estar do lado de fora Ninguém me notava Apenas o Tempo Que se perguntava quando eu iria fechar essas cortinas do meu pensamento?! Mas, eu... Eu não me movia Aquilo tudo era meu, minha ousadia A minha poesia feito “liberdade” Era meu todo o Instante Era Minha toda a Saudade 

Dia 467 - Continue a nadar

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 Recentemente, assistindo um desenho chamado "Soul", com meu filho, ouvi o seguinte: "Era a história de um peixinho que encontra um ancião e pergunta: - Onde fica o Oceano? - Ora! - diz o ancião. Você está no Oceano! - Isso aqui?! - questiona o peixinho. - Isso aqui é água, eu quero o Oceano." As vezes, somos como o peixinho, nada mata nossa sede, nada preenche aquele vazio, nada aqui é suficiente, porque buscamos 'O Oceano'. Aquele instante perfeito, o momento certo, a pessoa adequada, o grande amor, o emprego da sua vida... Numa lista ''sem fim' cada um mergulha em si e faz sua busca de vida. Na imensidão, uma vida não parece suficiente para podermos compreender o que vai além de tanta água. Mas, quer saber, lembrei-me de outro desenho, um que também se passa na água, 'Procurando Nemo', e neste o Peixinho Palhaço que vive dentro de uma anêmona precisa encarar um Oceano para resgatar a quem ama. Todavia, nadando, descobre a si mesmo enca...

Dia 466 - Das perguntas muito mais do que as respostas

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 (...) Há dias como beber água quente, não morremos de sede, não saciamos. Gosto particularmente de escrever nestes dias, uma gota refrescante em meio ao calor da ansiedade. (...) Quando criança comprei um caderno para escrever contos e desisti no primeiro pois seria tudo "inventado" e eu não queria "inventar", faltava algo, faltavam as lembranças... Na verdade, penso que nunca teremos lembranças suficientes porque nossa concepção humana é a de que nunca vivemos o suficiente... Quando penso em minha vida, tirando o que considero meu maior presente que foi ter nascido, o momento mais significativo foi ter tido meu filho. Ele me faz perguntas, muitas, eu o amo, e amo respondê-las. Noutro dia ele me perguntou como eu sabia tantas coisas? – confesso que essa eu não esperava, e foi uma das mais difíceis, porque eu acho que não sabemos de muita coisa, então, respondi com sensatez, até para estimular o seu aprendizado. - Porque eu leio meu filho! – e sorri meio sem graça p...