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Dia 375 - A própria vida

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Quem me conhece sabe... E quem não conhece, pode ler O quanto, as vezes, sou expansiva no meu sentir Defendo tudo que acredito com paixão E luto, com o que me for possível, pelo que acredito e quero Mas, me recolho também Tem dias que sinto-me tão cansada Chego a pensar em aderir aos que nada dizem Ir em fila indiana aos que todos fazem E sentar no banco dos que se conformam No entanto, há em meu peito uma chama Que inflama a vontade de Ser e vai  ao encontro do inconformismo nem sempre aparente em mim É injusto Meu Deus! Se calar para a vida, ignorar os sentimentos,  não dizer as palavras ou não ser o que se é O que vale a pena então? Para quê tanta vida, para quê este nome, se não viver? É incoerente Perde-se o sentido, literalmente Não sou, alguém extremamente forte ou corajosa, não sou Já chorei ocultada por paredes, por travesseiros, no banheiro Já chorei ao lado e ninguém percebeu Amordacei dores, amores, desejos e frus...

Dia 374 - Saudade

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Pensava sobre a saudade e conclui que não há regra Sente-se saudade do que foi vivido, do que é sentido e do que ainda não foi escrito Saudade é condição da ausência  Ausência do que se quer perto, junto, dentro Saudade é sofrimento necessário, assim  Quem não a sente não tem condições de reconhecer O que preenche e o que não satisfaz  Saudade nos faz iguais Mesmo que num outro país não tenha esse nome Sempre será a falta seu gatilho E a sua satisfação a morte da motivação  Sendo assim  Sinto saudade como necessidade  Um pedacinho de mim que insatisfeito Me faz querer sempre voltar o filme Só pra assistir mais um pouquinho E viver, tudo de novo e de novo... E de novo...  Só pra ver aquele moço ficar com a moça no final... Feliz!

Dia 373 - Estória e História

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Há uma 'estória' que gosto muito... "De um alpinista que escala uma montanha muito alta e ao entardecer ele resolve desce-la, porém, um acidente acontece no meio do percurso e devido a escuridão ele se apavora, não sabe o que fazer, não há mais corda para descer, diante de si apenas o negro, o desconhecido, abaixo de si a 'imensidão', talvez a morte. Em seu desespero, pois poderia morrer pelo frio também, ele roga a Deus que o ajude, implora de todo seu coração e então ele ouve uma voz que lhe diz: - "Corte a corda!" Ele não compreende direito... como poderia cortar a corda? - iria morrer! - pensa desesperado. Então, ele novamente ora a Deus e implora por ajuda, não acredita no que ouviu, pensa que é coisa da sua cabeça. No silêncio, na escuridão e no frio, prendeu a respiração por um segundo e, novamente, escutou: - "Corte a corda!" Incrédulo, confuso, não concebia que a ajuda que pedira dependia de sua morte. Ele queria viver...

Dia 372 - ...onde nascem as rosas...

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Em silêncio, a muito tempo... Quando o sol invade os campos do sul, Ao norte cai a noite sobre seus pensamentos ... Buscando em outras paragens o sentir, o prazer, contentamento... A força, possui seu próprio Desejo, Deixando-o acreditar que a consome... Mas no secreto de si, Um outro mundo. Dá-lhe forma e firmamento... Ao Desejo? Seu próprio veneno... Transbordar em si mesmo. Perde o espaço... Perde o tempo... Quando o Não se transforma em Sim! Nasce, renasce...  Implode tudo que só ela sabe... Que só ela sente. Um corpo que ao não sustentar a sua mente, Casa seu prazer com as lágrimas... Que rolam sobre a face, direto ao chão. Em silêncio... Apenas se vão. Assim,  o que nunca aconteceu parte sem ter chegado. Sente a dor de ter sido arrancado...  Numa louca contradição. Uma jornada, Que parece não ter fim. Feito promessa, Velada... No lugar onde nascem as rosas... Mas, também seus espinhos... De um corpo... Q...

Sarah Mclachlan - In The Arms Of The Angel

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Passa todo seu tempo esperando Por aquela segunda chance, Por uma oportunidade que deixaria tudo bem Sempre há um motivo Para não se sentir bem o suficiente. E é difícil no fim do dia, Eu preciso de alguma distração. Oh, belo descanso A lembrança vaza das minhas veias... Deixe-me ficar vazia E sem peso e talvez Eu encontrarei alguma paz esta noite. Nos braços de um anjo, Voar para longe daqui, Deste escuro e frio quarto de hotel E da imensidão que você teme. Você é arrancado das ruínas De seu devaneio silencioso. Você está nos braços de um anjo, Que você encontre algum conforto lá Tão cansado de andar na linha, E para todo lugar que você se vira Existem abutres e ladrões nas suas costas, E a tempestade continua se retorcendo. Você continua construindo a mentira Que você inventa por causa de tudo que você não tem Não faz nenhuma diferença Escapar uma última vez. É mais fácil acreditar nesta doce loucura, oh Esta gloriosa tristeza que me deixa de joelho...

Dia 371 - Karina (1 ano)

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Ainda lembro do seu sorriso, sempre otimista!  Lembro também de suas lágrimas, foi difícil ver em seus olhos a tristeza daquele dia. Ainda lembro que dormia de olhos entreabertos, era estranho e você ria! rss Lembro de muitos momentos, mas, principalmente dos que foi muito amiga. Ainda lembro de sua esperança, achava sempre que fora (em outro país) encontraria algo melhor do que aqui... triste ironia do destino... Lembro que trabalhava duro onde estivesse, fosse no Sul, no Norte, no Leste ou no Oeste. E ainda hoje, ao lembrar, as lágrimas me ocorrem... É de saudade, tenha certeza. Há um fato que nunca lhe contei, mas, naquele Ano Novo, ao te ver toda produzida, de vestido amarelo, linda! Indo passar a virada no hospital comigo e mamãe, foi muito importante para mim. Tivemos que imaginar os fogos. Por sua causa, não me senti só! És muito amiga! Tenho certeza de que não somente eu, mas, muitos sentem saudade. Eu penso, que mesmo que a justiça...

Dia 370 - Contestação

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Final de um dia e ninguém percebeu o dedo cortado. Não foi um acidente, fez porque o quis, fez porque queria saber se ainda sangrava e a sensação de estar viva lhe animava. Mas não havia curativos para disfarçar o corte, mesmo assim, era um corte de dedo e não de cabelo. Fez tudo certo, a tudo observava, com a expressão intacta.  Eram tantos, aflitos, preocupados, agradecidos, sentindo-se culpados,  dilemas, contas, trabalho, amores, filhos, saúde que não ia bem... todos ao pé de si e ela lá, compadecida mas com o dedo machucado. Mas, o dia havia passado. Apagaram-se as velas, fecharam-se as portas e janelas, até o senhorinho que cuidava dela foi pra casa. Desceu de onde estava, fez um alongamento, a idade estava pesando, sentou-se num banco, respirou fundo e olhou para o dedo... havia sangrado... Que bom! - pensou.  O fato de ser considerada divina não havia lhe tirado a humanidade. E a dor pelo corte era também o prazer de seu livre arbitrio.  E se des...

Dia 369 - Just listening

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Dia 368 - Mona Lisa

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Passo a mão pelo teclado como uma carícia, cheia de cumplicidade,  Sem qualquer pudor o sorriso entrega a face...  Tem que se seguir em frente, mas, impossível deixar de Ser e... Sendo, não há como esquecer. Impregnado em meu corpo sem nunca ter sentido seu toque. Consigo sentir o seu gosto, sem nunca ter tido essa sorte. Literalmente, meu norte. Seguindo... O curso desta vida terrena... Há o que dói e o que sempre vale a pena... Por isso essa luta em mim,  Um passado,  O presente,  E um futuro, com marcas aparentes,  No eterno de mim...

Dia 367 - Vida sem pão

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Bocas mais importantes que as palavras... As 'Palavras' que não são ouvidas... Ouvidos que não escutam... Mãos que não consolam, não ajudam... Antes, seguram, tiram a chance até de si mesmas... Mãos, que não se salvam, nem a sua própria natureza, sem carinho, que procuram ninho mas órfãs de caridade... Cabeças pensantes, sem lembranças para guardar... Cabeças suspensas, sem sonhos, soltas de seu altar... Cabeças sem Deus, olvidaram de quem fazem parte... Somente 'Cabeças', essas, com horizontes sem finalidade. Mãos, onde estão seus braços? Pedindo um trocado de alma, um pouquinho de calma, mais piedade... Mãos, algumas, causando fatalidades, direita contra esquerda, que não aceitam a igualdade. Onde está sua Cabeça?! Gritos emudecidos, a quem gritarão? A cabeça sem corpo, ao corpo sem alma, ao braço sem mão? Cabeça, onde está seu corpo, sua base? O que te sustenta? O que te faz ser quem é? Onde estão os seus pés? Enraizados, proclamaram i...